domingo, 17 de maio de 2009

Bicharada em Sydney

Numa visita a um parque natural durante a nossa curta estadia em Sydney, tivemos o prazer de conviver com alguns animais que so podem ser vistos para estas bandas...









Portugal em St. Kilda

Numa das muitas tardes que ja passei na Biblioteca publica de St. Kilda, encontrei um tesourinho que nao podia deixar de ser partilhado com voces...

Aqui vai:

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Programa das festas

Depois de algumas semanas de silencio achei por bem dar sinais da minha existencia.
Nao tenho fotografias aviso ja, por isso quem aqui esta para as ver: nhecos! Ainda estou a espera que me passem...
Desde o ultimo post tive em Sydney durante 5 dias, foi optimo, adorei! Obrigada Stibi pela dormida, obrigada Duarte pelas dicas, obrigada ines, maria e filipa pela companhia e obrigada Mariana Lorena pelo inesperado encontro.
Sydney... Surpreendeu-me muito pela positiva, mas a seu tempo farei um post sobre essa cidade espectacular e com as tao aguardadas fotografias.
Por enquanto tenho 2 novidades para dar. A primeira- dia 23 Maio vou para Bali com a Ines, vamos la ter com a Sofes e com a Marta Leitao. Dia 7 de Junho apanho o aviao de Bali para Cairnes, onde me vou encontrar (finally!!!) com a minha irma e a minha querida prima maria. Estou ansiosa que cheguem! A seu tempo "postarei" sobre esta viagem pela Australia. A segunda novidade: dia 13 Julho as 19h30 aterro no Aero da Portela :) Exames da Ordem dos Advogados e muitas saudades sao as principais razoes da minha visita a Tugolandia.
Falta-me pouco para acabar o trabalho (prazo dia 21 Maio) da primeira cadeira: Sports, Commerce and the Law. Estou a escrever sobre o Desporto na Uniao Europeia antes e depois do Tratado de Lisboa.
Ja tive a segunda cadeira, que foi bem mais interessante do que estava a espera, o que e optimo: Sports Medicine Law. O meu trabalho desta vez versara sobre a Quebra Contratual do Atleta quando e apanhado com Doping. Feel free to help mates!!!
Visto nao estar presente no grande dia 20Junho :( peco que me mandem via MMS (repito: sou extreme, no worries, nao pagam!) a noiva mai linda. Joe do meu coracao, vai-me custar muito nao estar ai...
O mesmo peco em relacao ao casamento da Tripeira... Joaninha, este e contigo! Fico a espera desse MMS.
E quando achavam que nao havia mais nada...
Pronto, fiquem la com uma fotografiazeca minha...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Green and Sweet Dreams



Pai e Mae, agora ja podem estar mais descansados...
Ja durmo protegida pela bandeira do grande clube.

Agradeco mais que tudo ao To pelo presente. Agradeco tambem pelos 7 meses fantasticos que passei com todos ai! Voces sabem quem sao :)

SPORTING SEMPRE!! FORCA SPORTING!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bells

“For whom the Bell Tolls
Until you have stood on the Bells cliff-top, fending off a still breeze, while two of the world´s best surfers duel it out in the bowl, you have not really had the full Australian surfing experience. Likewise, even if you are one of the most successful competitors, your trophy cabinet will always feel somehow incomplete without the longest running and most coveted contest prize in professional surfing, The Bell. (…) Being the guy who gets to climb the cliffs in a contest jersey and ring harder than the hunchback at Notre Dame is never easy. The wave itself is extremely challenging and often difficult to read. (…) The eventual Bell ringer also needs to be highly versatile. Historically the contest is one of the most mobile on tour and can be shifted to a number of dramatically different locations on the whim of swell. (…) Bells might be an early event but it can also be the location where you break the back oh the World Title run”.
(in The Dream Tour, the official magazine of the ASP World Tour in Australia)
Conclusão: I had the full Australian surfing experience!!
Ficámos a dormir em Tourquay, em casa do Wade, designer da Quiksilver. A probabilidade de muitos amigos meus já terem vestido fatos de banho e t-shirts com desenhos feitos por ele é grande. Artista por natureza. É importante dizer que chegámos aqui com a ajuda da Danielle, australiana, amiga duma amiga da Inês (na fotografia). Uma casa muito cosy, de madeira, perto dum campo de golf, com cangurus no jardim. Um alpendre enorme, com barbeque (óbvio, em casa de australiano…), uma rede, e 10 bicicletas de down hill, todas artilhadas. Eu só pensava que me tinha acabado de sair a sorte grande! Mas ainda estava tanto por vir…
Fomos ver a final de mulheres a Bells, esse marco da história dos campeonatos de surf. Ganhou a Silvana Lima, brasileira. Primeiro brasileiro a ganhar em Bells. Os brasileiros cantaram o hino enquanto ela abanava o sino, o troféu característico da competição nesta praia. Foi arrepiante.
Voltámos para casa com o objectivo de fazer um churrasco para jantar, beber umas imperiais, mas nunca pensámos que a própria Silvana seria quem nos serviria um belo repasto. Amigo de amigo e tal e coisa, e ela acabou por ir jantar a casa do Wade, com a Jaqueline Silva (surfista do circuito mundial há mais de 10 anos) e uma amiga delas, a Tatiana. Tivemos direito a provar carne de canguru e tudo, é doce, mas nada como uma boa picanha. Foi um óptimo momento, uma óptima conversa, muito divertido.
Não há melhor sensação do que aquela em que somos surpreendidos pela humildade, simpatia e simplicidade. Foi muito bom conhecer e conversar com estas miúdas que viajam pelo Mundo a competir, foi compensador perceber o tipo de vida que levam, muitas vezes difícil porque estão longe de quem gostam, mas a maioria das vezes bom, porque no fundo fazem aquilo que mais gostam: surf.
O próximo campeonato onde elas estarão a competir será na Praia do Guincho no próximo mês, quem puder ir, não perca. E em Outubro vão estar em Peniche.





Foi a nossa primeira viagem desde que chegámos a Melbourne, fez há uns dias 2 meses. A viagem de avião só demora uma hora, e a diferença horária é ridícula: 30 minutos mais tarde.
Fomos com o propósito de apoiar a nossa selecção de Rugby de Sevens, uma posição ingrata diga-se, não só pelo facto de eu e a Inês sermos as únicas portuguesas num evento com milhares de visitantes a abanar a bandeira portuguesa, como também pelo grupo em que tivemos a infelicidade de calhar. Aguardavam-nos jogos com as equipas de Samoa, Inglaterra e Austrália. Pior era ainda para os nossos jogadores, só de olhar para o tamanho dos piquenos fiquei com pena deles.
Aproveito aliás a oportunidade de mandar um abraço de parabéns a todos, nem que seja só pela coragem que demonstraram. E obrigada Mirra, pelos bilhetes e pelos “presentes” vindos de Portugal!
Sobre Adelaide... Tem uma forte influência aborígene, os membros do povo Kaurna eram os proprietários tradicionais das terras que hoje constituem a cidade. É uma cidade pequena, organizada e desenvolvida. Tem praia a 20 minutos do centro e um porto com um farol que atrai muitos turistas, muito sinceramente, não se sabe bem porquê… é igual a qualquer outro.
O estádio onde se passava o torneio era perto do Rio, numa zona arejada da cidade onde se podem ver prédios antigos e imponentes e que fazem lembrar algumas cidades europeias. Havia uma variedade enorme de nacionalidades, de notar a claque do Quénia, em que a maioria é refugiados, e das Ilhas Fiji, imparáveis no apoio, com uma coordenação invejável de voz e coreografia.
Fiquem com as fotografias… Sobre Adelaide só posso dizer bem da organização e espírito do torneio, da comida e dos pequenos-almoços maravilhosos que tomei num café perto do Hostal.




Aboriginal Apoligy

Há dez anos, o Bringing Them Home Human Rights Report recomendou ao Governo Australiano um pedido de desculpas pela política praticada contra os povos aborígenes, na qual as crianças eram levadas para longe das suas famílias para receberem uma educação religiosa, com o objectivo, entre outros, da diminuição da reprodução dos aborígenes.
Os aborígenes não eram considerados civis aos olhos do Governo Australiano, não tinham qualquer tipo de direitos, desde que o ingleses chegaram e afirmaram que a terra não estava populada e só existiam animais. As tribos indígenas viveram na Austrália pelos menos durante 5 mil anos, divididas em 600 nações, cada uma com sua linguagem e sistema de leis próprios, auto-suficientes e sem necessidade de lutarem umas entre as outras. Muitos aborígenes viram a sua terra ser invadida pelos ingleses em 1788 e tentaram lutar para as defender. O poder dos ingleses era claramente superior, nem que fosse pelo facto de que as únicas “armas” que estavam ao alcance dos nativos eram as que usavam para caçar. Durante milhares de anos, estes povos foram capazes de se sustentar com o ecossistema local, mantendo-o equilibrado.
Durante aproximadamente 200 anos, a ideia que se tinha na Europa sobre os aborígenes era que estes seriam parasitas vindos da natureza. A relação entre as várias tribos e os ingleses que chegaram a Austrália para aqui se instalarem tomou várias formas: resistência e conflito físico, curiosidade sobre os hábitos europeus e até adopção de alguns conceitos e hábitos europeus. Não há dúvidas actualmente que a reacção mais comum à presença europeia foi a violência física e esta realidade durou de 1788 a 1930, não há muito tempo…
Assim que perceberam que os ingleses vieram para ficar, os povos indígenas lutaram pela sua terra, pelas suas produções agrícolas, pelas suas famílias, mas as armas inglesas eram superiores, e aqueles que não morreram nesta luta, morreram com as doenças trazidas da Europa. Aqueles que conseguiram sobreviver foram obrigados a abandonar as suas tradicionais tribos e a viver noutras terras mais secas, com pouco interesse para os ingleses. Uma vez perdido contacto com a sua terra, muitos encontraram bastante difícil manter o contacto com a cultura tradicional, que sempre os caracterizou.
Foi um episódio triste na história deste país, que de história tem pouco, quando comparado com o nosso velho Portugal. Mas Kevin Rudd assumiu o seu lugar como Primeiro-ministro e dia 13 Fevereiro falou ao país e ao mundo num pedido de desculpas oficial que teve como destinatários directos todos os povos aborígenes, conhecidos como a “indigenous stolen generation”.
Este discurso foi considerado o primeiro passo, em nome de todo o Governo australiano, na construção duma ponte baseada no respeito e com o principal objectivo de estreitar o buraco que ainda existe entre a população indígena e não indígena, relativamente à saúde, à mortalidade infantil e à esperança média de vida. Os aborígenes que sobreviveram até hoje sofrem de vários problemas, como o alcoolismo, mas ainda há muitos que conseguem viver do turismo e da arte tadicional.
A palavra “SORRY” tem um grande significado para os destinatários do discurso de Rudd, e ele utilizou-a variadíssimas vezes. Todos os australianos devem sentir-se orgulhosos deste acto de reconhecimento de erros que aconteceram no passado.
Hoje a bandeira australiana e a bandeira aborígene voam lado a lado, à mesma altura…